sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Natal em nós...




Eis que vos trago uma boa nova de grande alegria: na cidade de David acaba de vos nascer, hoje, o Salvador, que é Cristo, Senhor... 
Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade. 
Assim foi anunciado, aos pastores de Belém, por um mensageiro celeste, o grande acontecimento.
Nas palavras vos nascer está toda a importância do Natal. Jesus nasceu para cada um em particular. 
Não se trata de um fato histórico, de caráter geral. É um acontecimento que, particularmente, diz respeito a cada um. 
Realmente, a obra do Nazareno só tem eficácia quando individualizada. 
A redenção, que é obra de educação, tem de partir da parte para o todo. Do indivíduo para a coletividade. 
Enquanto esperamos que o ambiente se modifique não haverá mudanças. Cada um de nós deve realizar a sua modificação. 
Depende somente de nós. 
O Natal, desta forma, é aquele que se concretizará em nós, com a nossa vontade e colaboração. 
O estábulo e a manjedoura da cidade de David não devem servir somente para composições poéticas ou literárias. 
Devemos entendê-los como símbolos de virtudes, sem as quais nada conseguiremos, no que diz respeito ao nosso aperfeiçoamento. 
O Espírito encarnado na Terra não progride ao acaso, mas sim pelo influxo das energias próprias, orientadas por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. 
Assim, toda a magia do Natal está em cada um receber e concentrar em si esse advento. 
Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor. 
Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará. 
Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei eterna, o expoente máximo da Verdade, da Vontade de Deus. 
Jesus é a luz do mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil. 
O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América. 
Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação Divina, o Evangelho do amor.
Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título.
O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei.
Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.
Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam. 
Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.
Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne.
Jesus nasceu há mais de vinte séculos... 
Mas o Seu natalício, como tudo o que Dele provém, reveste-se de perpetuidade. 
O Natal do Divino Enviado é um fato que se repete todos os dias. Foi de ontem, é de hoje, será de amanhã e de sempre. 
Os que ainda não sentiram em seu interior a influência do Espírito do Cristo, ignoram que Ele nasceu. 
Só se sabe das coisas de Jesus por experiência própria. Só após Ele haver nascido na palha humilde do nosso coração é que chegamos a entendê-Lo, assimilando em Espírito e Verdade os Seus ensinos.
*   *   * 
Neste Natal lhe desejamos muita paz. Em nome do Celeste menino, o abraçamos irmão, amigo. 
Jesus lhe abençoe a vida e lhe confira redobradas oportunidades de servir no bem. 
Que Sua mensagem de amor lhe penetre a alma em profundidade e que juntos possamos, em nome Dele, espalhar sementes de bondade, pela terra árida e sofrida dos que não creem, porque ainda não O conhecem. 
Feliz Natal!



(Portal dos Anjos)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Formatura de Inspeção da DEPA


No período de 04 a 06 de junho de 2013, tivemos no Colégio Militar do Rio de Janeiro a formatura de inspeção da Diretoria de Educação Preparatória e Assinstencial, onde o Exmo. Sr. Gen Orozco, Comandante da DEPA, pode verificar nosso colégio em vários aspectos, participando de uma formatura do Corpo de Alunos, verificando a vibração e entusiasmo dos alunos verificando diversos eventos nesta oportunidade.

Em comemoração às armas





Festa Junina do CMRJ

 
 
 
Tivemos a oportunidade de comemorar a tradicional
Festa Junina do CMRJ
com a participação maciça de nossos alunos e responsáveis,
tornando o evento bastante animado, no qual tivemos a presença
 de um conjunto musical e a tradicional quadrilha dos fundamental
e do ensino médio, além do festival gastronômico das barracas,
com suas diversidades culturais típicas de festa junina.

domingo, 26 de maio de 2013

A Força das Palavras




"Viemos ao mundo para dar nomes às coisas:
dessa forma nos tornamos senhores delas
ou servos de quem as batizar antes de nós"

Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.

Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva, por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê...?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa...).

Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca... E às vezes cuspia na cara de alguém de propósito, para machucar.

Depois houve um tempo (hoje não mais?) em que palavras eram cortadas por reticências na tela do cinema, enquanto sobre elas se representavam cenas que, como se dizia no tempo dos pudores, fariam corar um frade de pedra.

Palavras ofendem mais do que a realidade – sempre achei isso muito divertido. Palavras servem para criar mal-entendidos que magoam durante anos:


–.Você aquela vez disse que eu...

–.De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas....

–.Mas você disse...

–.Nunca! Tenho certeza absoluta!

Vivemos nesses enganos, nesses desencontros, nesse desperdício de felicidade e afeto. No sofrimento desnecessário, quando silenciamos em lugar de esclarecer. "Agora não quero falar nisso", dizemos. Mas a gente devia falar exatamente disso que nos assusta e nos afasta do outro. O silêncio, quando devíamos falar, ou a palavra errada, quando devíamos ter ficado quietos: instauram-se, assim, o drama da convivência e a dificuldade do amor.

Sou dos que optam pela palavra sempre que é possível. Olho no olho, às vezes mão na mão ou mão no ombro: vem cá, vamos conversar? Nem sempre é possível. Mas, em geral, é melhor do que o silêncio crispado e as palavras varridas para baixo do tapete.

Não falo do silêncio bom em que se compartilham ternura e entendimento. Falo do mal de um silêncio ressentido em que se acumulam incompreensão e amargura – o vazio cresce e a mágoa distancia na mesma sala, na mesma cama, na mesma vida. Em parte porque nada foi dito, quando tudo precisaria ser falado, talvez até para que a gente pudesse se afastar com amizade e respeito quando ainda era tempo.

Falar é também a essência da terapia: pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele. Há estudos interessantíssimos sobre os nomes atribuídos ao diabo, a enfermidades consideradas incuráveis ou altamente contagiosas: muitas vezes, em lugar das palavras exatas, usamos eufemismos para que o mal a que elas se referem não nos atinja.

A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos – negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.

"Vá", "Venha", Fique", "Eu vou", "Eu não sei", "Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" – dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós."

Lya Luft é escritora
FONTE......REVISTA VEJA, em sua edição de 14.07.2004
http://veja.abril.com.br/140704/ponto_de_vista.html

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Agradecimento







Prezado Sr. Celso Santos,

É com grata satisfação e alegria que, em meu nome e no de todos os integrantes da Força Terrestre agradeço, sensibilizado, a calorosa mensagem em que Vossa Senhoria parabenizou o Exército de Caxias no transcurso do 19 de Abril.
Aproveito a oportunidade para renovar meus sinceros votos de saúde, paz e felicidade, extensivos a todos os membros da Associação de pais e mestres do Colégio Militar do Rio de Janeiro.
Cordialmente


General de Exército Enzo Martins Peri
Comandante do Exército








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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Palavras de um ex-comandante do CMRJ


Texto retirado da revista " Jubileu de Ouro " escrito por um grande comandante do CMRJ destacando o feito de um colega de turma que se tornou o Pantheon dos Pantheons.

 
 






Ao comemorar os 50 anos da Turma de 1959/CMRJ, é importante caracterizar a epoca: "Anos Dourados". Epoca em que a tonica era o respeito, e o rapaz puxava a cadeira para a moca sentar. Motivo inclusive de uma miniserie, " Os anos dourados ", onde o CMRJ e o Instituto de Educacao eram os carros chefes, ja que a epoca, todo pai e toda mae o que mais queriam era ver o filho ou a filha, no CMRJ ou no Instituto de Educacao, respectivamente. Nos anos 50, portanto, a nossa turma viveu uma adolescencia feliz e inesquecivel.
Neste universo , todos os formandos hoje sao pessoas bem sucedidas na vida. Alguns ja se foram, mas cumpriram bem o seu papel.
Destacam-se na nossa turma: 0 Ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, ex-comandante aluno, pertencente ao Pantheon, o mais brilhante de todos os que la estao,e,portanto o mais destacado comandante aluno do CMRJ, desde a sua criacao, ate os dias de hoje. Julgo que assim sera por muitos anos, fruto do seu excepcional desempenho, como aluno e companheiro. 0 comandante do Exercito Brasileiro, General de Exercito, Enzo Martins Pen, os ministros do STM: General de Exercito Sergio Ernesto Alves Conforto e o Tenente Brigadeiro Flavio de Oliveira Lencastre, o Almirante de Esquadra (FN) Marcelo Gaya Cardoso Tosta, ex-Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, gem de outros companheiros que na Marinha, no Exercito e na Aeronautica atingiram o ultimo posto, bem como companheiros civis que se destacaram nas diversas profisseies, e, os ex-Comandantes do CMRJ Coronel Antonio Luiz Rodrigues da Fonseca e Coronel Roberto Silva Mascarenhas de Moraes.
No universo dos professores, cujo percentual de excelencia era maior que noventa por cento, devo destacar, sem medo de errar, e alp& pesquisa entre os companheiros de turma os seguintes professores: o General Luiz Juca de Mello, pela competencia e bondade,embora exigente, a quem tive o prazer e a honra de homenagear, dando o nome dele ao ginasio de educacao fisica do CMRJ, numa bela solenidade, no dia 6 de maio de 1993, corn a presenca de toda a sua familia. Coincidentemente, a primeira missao quando voltou da FEB, a epoca Capita°, foi a de instrutor de Educacao Fisica do CMRJ. 0 Coronel Heraldo Carlos Leopoldo de Farias Portocarrero, pela competencia e entusiasmo. Dele incorporei este valor: "o entusiasmo", e verifiquei, ao longo da minha vida profissional, que a missao maior do chefe, do cabo ao general, é transmitir entusiasmo. 0 Coronel Afranio Vicoso Jardim, pela competencia e determinacao. Ex-combatente da FEB, ferido ern combate, mancava e tinha uma protese metalica no pe. No calor, a pr6tese aquecia e provocava dores que ele nao conseguia disfarcar. Certa vez sentado a mesa do professor, se contraia de dor, quando urn Coronel, ao passar pelo corredor das salas de aula, o viu e disse: "Jardim, vai para casa! Os garotos terminam os exercicios, depois voce corrige". Ele respondeu: "Pelo ingles eu sei que posso ir. Mas, pela nocao do cumprimento do dever tenho de ficar e you ficar". Foi uma bela e inesquecivel licao. E importante dizer que todos os tres professores destacados estiveram na FEB. 0 General Juca, a epoca Capita° e os coronas Portocarrero e Jardim,Tenentes.
Finalmente devo destacar o Tombamento do nosso querido CMRJ, conseguido apos longo processo desenvolvido por mim, durante o meu Comando, cuja marca destaca-se numa bela placa colocada pela Prefeitura do RJ, do lado de fora do colegio, na calcada, onde é destacado o resumo historic° do colegio, em portugues e ingles.
Externo a todos os meus companheiros, professores, instrutores e inspetores, corn os quais tive a sorte e a honra de conviver, a minha profunda gratidao por tudo que com todos aprendi.Muito obrigado!


 Cel Roberto Silva Mascarenhas de Moraes Ex-aluno da turma de 1959, ex-professor e ex-comandante do CMRJ

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Melhor Profissão do Mundo




A Melhor Profissão do Mundo
Roberto Silva Mascarenhas de Moraes (*)

No dia 20/12/1962, o marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes compareceu à Academia Militar das Agulhas Negras para entregar a espada de Oficial do Exército Brasileiro, a mim, seu neto. Após a solenidade, na viagem para o Rio de Janeiro, ele me disse:
– Você escolheu a melhor profissão do mundo.
Eu perguntei: – Por quê?
– Porque o militar das Forças Armadas não tem patrão. O seu patrão é o Brasil. Desta forma, nunca ninguém vai lhe mandar passar no caixa, para acertar as contas. Por isto, você não precisa temer em expressar suas opiniões a seus chefes. Faça-o sempre com lealdade, mesmo que sua opinião seja contrária à do seu chefe. Às vezes, uma opinião que contraria a do chefe vai possibilitar a melhor decisão. Vou lhe contar um fato que ilustra muito bem esta verdade.
No retorno ao Rio de Janeiro, durante a viagem, ele me contou uma bela história.
Getúlio Vargas, aluno da Escola Preparatória do Rio Pardo, seu colega de turma, após uma punição disciplinar: “Carregar um saco de areia nas costas durante cem metros”, normal à época, irrita-se com o tenente e acaba se desligando da Escola Preparatória do Rio Pardo.
Cerca de vinte anos mais tarde, Getúlio era o presidente e ditador. O tenente era coronel. Getúlio, em conversa com o ministro da Guerra, à época, relata o fato ocorrido, quando cadete da Escola Preparatória do Rio Pardo e pergunta:
– Ele era tenente, hoje deve ser coronel.
O ministro verifica e diz:
– É o coronel Fulano.
Getúlio pergunta:
– Onde ele está servindo?
O ministro responde:
– Em Porto Alegre.
Getúlio manda transferi-lo para Manaus. Passado algum tempo, Getúlio pergunta ao ministro da Guerra:
– O coronel já está em Manaus?
O ministro responde que sim. Getúlio determina que o coronel seja transferido para Mato Grosso. Passado algum tempo, Getúlio manda transferir o coronel para o Rio de Janeiro e determina que coronel se apresente a ele.
O coronel se apresenta a Getúlio e o presidente diz ao coronel:
– O senhor se lembra de mim?
O coronel responde:
– Não, senhor.
Getúlio diz:
– Eu sou aquele cadete que acabou saindo da Escola Preparatória do Rio Pardo, tendo em vista o castigo físico que o senhor me impôs.
– Presidente, eu apenas apliquei o regulamento.
Getúlio diz:
– Eu mandei transferi-lo para o norte, oeste e leste, para mostrar que hoje eu tenho mais poder sobre o senhor do que o senhor tinha sobre mim naquela época. Mas não vou mais incomodá-lo. O senhor vai escolher um lugar para servir e eu vou mandar classificá-lo lá.
Ao que o coronel responde:
– Não, presidente. O senhor determina e eu vou se quiser. Tenho 30 anos de serviço e posso pedir transferência para a reserva. Sou empregado do Brasil e não do senhor, presidente.
Getúlio responde:
– Muito bem. Então o senhor vai ser Adido Militar em Paris.
O coronel responde:
Sim, senhor presidente.
Posteriormente Getúlio promoveu-o a general.
Esta história reflete muito bem a personalidade de Getúlio. Sabia reconhecer os valores.

(in: “Causos”, Crônicas e Outras... volume 10, páginas 233 e 234, Rio de Janeiro, CASABEL 2011)


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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Museu Virtual da FEB

 
 

 
Visite o  Museu Virtual da FEB   "A cobra ainda fuma "